8. BRANCO PARA O PEIXE E TINTO PARA A CARNE?

A aproximação do final do ano é sinónimo de festividades. E estas começam, quase sempre, à mesa. Os pratos são parte importante dos debates, bem como a escolha dos vinhos para cada harmonização. E, no meio de tanta discussão, há sempre alguém que se apodera da célebre – e errónea – frase “o branco é para os peixes e o tinto é para as carnes”.

Este é um mito assaz popular. Pode ser um bom ponto de partida para escolhas mais simples, mas considero que podemos dar-nos sempre um desafio maior e causar melhor impressão junto dos que vão estar na mesma mesa que nós.

Nos dias que correm, as combinações entre vinho e comida são infinitas. Há imensas castas exploradas e vinhos trabalhados de muitas formas; e há inúmeros novos amantes da cozinha que têm nas mãos a criatividade de autênticos mixologistas. Para alguns, isto é assustador; para outros, é só mais uma desculpa para levar uma referência diferente para cada convívio e apostar sempre na descoberta de novos rótulos – como é o meu caso.

A ligação entre o vinho e a comida é muito mais profunda do que a simples questão da categoria peixe / carne. A título pessoal, costumo pensar nas comidas como leves ou pesadas, em primeiro lugar, e só depois me debruço sobre restantes detalhes. Isto porque, quando escolho um vinho para ser um complemento da comida, deve haver harmonia, no sentido em que nenhum deve sobrepor o outro. Se tenho um prato leve, independentemente de ser de peixe ou de carne, é-me desejável ter um vinho igualmente leve. E o mesmo sucede com os pratos mais condimentados e pesados, que prefiro combinar com vinhos mais estruturados e elaborados. Porém, ressalvo uma exceção em particular: comidas picantes tendem a tornar-se pesadas, mas também ‘calorosas’, e, nestes casos, prefiro optar por um vinho branco ou rosado, por ser mais refrescante.

Algumas ‘regras’ da harmonização#8_1.pngNOTA: Consultar glossário para termos como ‘aromático’, ‘encorpado’ e ‘leve’.

Mas, nem sempre sabemos o que vamos comer!
Correto. E há várias referências seguras que têm o poder da versatilidade tão vincado, que ficam bem com qualquer comida. Os espumantes brutos e meio secos serão as apostas mais seguras, uma vez que são os vinhos mais versáteis que existem. O gás e a frescura ajudam a complementar qualquer comida e condimento. E, com toda a certeza, uma garrafa de espumante torna qualquer mesa mais elegante e festiva.

Vinhos versáteis que nunca te vão deixar mal

Em caso de dúvida quanto à ementa, eis algumas referências que deverão ficar bem com a generalidade dos pratos, quer no verão, quer no inverno.#8_2.png

A sugestão final

Ao longo dos últimos meses tenho dado particular atenção aos espumantes. Na hora de escolher um vinho antes de um convívio, tenho optado por esta categoria. Deixo a carteira ligeiramente mais leve, é verdade, mas todos ficam mais felizes e entusiasmados pela escolha. Até porque pugno que os espumantes não são “só para ocasiões especiais” e acredito que cada convívio de amigos e família é motivo de celebração.

Fontes: memórias das longas leituras e das papilas gustativas do Rizz.

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